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Quem Errou?

As brigas mais decididas

As brigas em que quase todo mundo concorda. Você pensa igual?

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CasamentoDilema da redação

Madrinha, recusei a despedida de R$ 3.000: estraguei tudo?

Minha melhor amiga me chamou para ser madrinha. Eu disse sim chorando de alegria. Aí a irmã dela, a outra madrinha, propôs a despedida de solteira: um fim de semana em Buenos Aires, com avião, spa e passeios, uns R$ 3.000 por pessoa. Eu disse com sinceridade que estava fora do meu orçamento, e que outras meninas do grupo estavam na mesma situação. Propus outra ideia: um dia surpresa aqui perto, com uma caça ao tesouro sobre as nossas lembranças e um piquenique chique no parque. A irmã me acusou de “estragar a despedida” e de não me envolver. A noiva não sabe de nada: era para ser surpresa.

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CasamentoDilema da redação

Sou estudante e dei R$ 100 de presente de casamento: foi pouco?

Uma amiga de infância casou, e fiquei muito emocionada com o convite. Os noivos fizeram uma lista online com cotas para a lua de mel, e uma frase no convite: “Como referência, os convidados costumam presentear com R$ 500.” Sou estudante, trabalho no fim de semana numa padaria, e já tinha pagado a passagem de ônibus e a roupa. Dei R$ 100, com um cartão enorme escrito à mão e um álbum com nossas fotos de infância, montado em várias noites. No dia do casamento, a madrinha que cuidava da lista soltou: “Ah, então é você a dos R$ 100?” Passei a festa inteira me sentindo minúscula.

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DinheiroDilema da redação

Vendi minha bike para um amigo e ela quebrou: eu pago o conserto?

Vendi minha bicicleta antiga para um amigo por R$ 800. Ela andava muito bem, eu ainda tinha ido trabalhar com ela na véspera. Deixei ele testar, demos uma volta no bairro juntos, ele ficou encantado. Duas semanas depois, ele me manda uma foto: a corrente saiu, e alguma coisa no pedivela está fazendo um barulho estranho. O mecânico cobrou R$ 300. Ele me pede para pagar metade, porque, segundo ele, o problema “já devia estar lá”. Eu vendi uma bike usada, a preço de amigo, e não faço ideia de como ele usou a bicicleta nessas duas semanas.

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DinheiroDilema da redação

Quebrei o vaso dela e paguei o preço que achei na internet: justo?

Num jantar na casa de uma amiga, fiz um gesto largo contando uma história e derrubei um vaso que estava em cima do aparador. Em mil pedaços. Pedi desculpas na hora e me ofereci para pagar. Ela disse que ele valia R$ 600, vaso de designer. No dia seguinte, procurei o modelo na internet. Achei novo por R$ 180, numa grande loja de decoração. Mandei R$ 180 no Pix com o link, dizendo que ela podia até comprar um igualzinho. Ela respondeu, ofendida, que não era o mesmo, que o dela era uma peça mais antiga. Acho que ela inflou o preço.

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DinheiroDilema da redação

Pago o pãozinho no cartão e o padeiro bufa: ele tem razão?

Nunca ando com dinheiro. Nem moeda, nem nota. Pago tudo no cartão, por aproximação, até os meus dois pães franceses de manhã, R$ 4. O dono da padaria, que é simpaticíssimo, bufa toda vez. Uma manhã, ele acabou dizendo, com jeitinho mas na frente da fila inteira: “Sabe, cartão é mais a partir de dez reais.” Só que não tem nenhuma plaquinha no balcão. Respondi que não tinha dinheiro, e que não ia comprar um bolo inteiro só para chegar no mínimo. Ele passou o cartão, mas ficou com cara de contrariado. Não sei mais se troco de padaria ou se passo no caixa eletrônico.

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DinheiroDilema da redação

Uber dividido depois do show: moro mais longe, pago mais?

Depois de um show, voltamos os quatro de Uber, porque o metrô já tinha fechado. O motorista deixou uma amiga em dez minutos, outro amigo um pouco mais longe, depois uma terceira pessoa. Eu fui o último: quarenta minutos de trajeto no total. A corrida deu R$ 120. Propus dividir por quatro, como sempre fazemos: R$ 30 para cada. A amiga que desceu primeiro achou injusto. Ela andou dez minutos e pagaria o mesmo que eu, que fiz o trajeto inteiro. Ela propõe pagar pela distância. Eu acho que todo mundo usou o mesmo carro, e que sem o grupo ninguém teria chamado o Uber.

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DinheiroDilema da redação

Organizo a pelada de quinta e jogo de graça: estou abusando?

Há duas temporadas eu organizo o futebol society de quinta à noite. Reservo a quadra, corro atrás de quem não confirma, arrumo um substituto quando alguém desiste uma hora antes. A quadra custa R$ 360. Somos dez jogadores: peço R$ 40 para cada um dos outros nove, e eu não pago. Nunca escondi, mas também nunca avisei. Para mim, é a pequena recompensa de quem organiza. Um cara novo viu o preço no site do society e fez a conta em voz alta no vestiário. Desde então, o clima ficou estranho. Alguns dizem que eu devia ter avisado. Eu acho que, sem mim, nem teria jogo.

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DinheiroDilema da redação

Presente coletivo de R$ 1.600 escolhido sem perguntar: exagerei?

Nos trinta anos do meu melhor amigo, eu quis fazer algo marcante. Ele sonha há anos em voar de balão em Boituva. Achei um pacote por R$ 1.600 e reservei na hora, com medo de perder a data. Depois escrevi no grupo dos amigos: “Presente garantido, dá R$ 200 para cada, vou mandar a chave Pix!” Somos oito, contando comigo. Três pagaram. Dois já tinham comprado outra coisa. Os outros dois disseram que gostariam de ter sido consultados antes. Resultado: estão faltando R$ 800, que talvez eu nunca veja de volta. Acho que meus amigos têm pouco espírito de equipe.

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DinheiroDilema da redação

Cobrei no Pix um café com pão de queijo: fui mesquinha?

Eu e uma amiga sempre nos encontramos no sábado de manhã na padaria da esquina. Da última vez, ela tinha esquecido o cartão. Paguei o café e o pão de queijo dela: R$ 12. À noite, mandei uma cobrança no Pix, com uma figurinha de pão de queijo para dar um toque de humor. Faço isso com todo mundo: sou organizada, e valor pequeno vai acumulando. Ela pagou na hora, mas escreveu: “Sério?” Depois me lembrou que, no mês anterior, tinha pagado meu estacionamento, R$ 40, sem me pedir nada. Eu não lembrava de jeito nenhum. Respondi que era só ela ter cobrado.

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DinheiroDilema da redação

Ele me deve R$ 500 e comprou um tênis novo: eu cobro?

Há seis meses, um amigo me pediu R$ 500 emprestados para consertar o carro. Ele precisava do carro para trabalhar, então fiz o Pix na mesma noite. Ele disse: “Te devolvo assim que der.” Desde então, nada. Não cobrei, por educação. Aí ele apareceu num churrasco com um tênis novinho, edição limitada que ele esperava fazia tempo. Mostrou para todo mundo: R$ 900. À noite, mandei uma mensagem, sem agressividade: “Que legal o tênis! Acha que consegue me pagar logo?” Ele respondeu que eu estava vigiando os gastos dele, e que isso não se faz.

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DinheiroDilema da redação

Recusei dividir a conta por igual no aniversário: sou pão-dura?

Éramos oito num restaurante, no aniversário de uma amiga. Pedi uma salada e uma água: fim de mês apertado, eu tinha avisado assim que cheguei. Do meu lado, um amigo de um amigo pediu uma moqueca de camarão “para dois”, comeu sozinho e ainda emendou uma sobremesa. Na hora de pagar, alguém sugere: “Divide por oito, é mais fácil!” Dava R$ 130 pra cada um. Minha salada custava R$ 40. Falei, educadamente, que preferia pagar o que eu consumi, mais a minha parte do bolo de aniversário. Clima gelado na mesa. O amigo do amigo suspirou: “Ah, agora vai sair a calculadora?”

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TrabalhoDilema da redação

A mesa dele perto da janela, eu fiquei com ela: estou errado?

No nosso setor, só tem uma mesa perto da janela, com vista pras árvores. Meu colega sentava ali desde sempre. Quando ele saiu de férias por três semanas, eu me instalei lá. Desde o ano passado, a empresa fala em “mesas compartilhadas”: cada um senta onde quiser, quem chega primeiro escolhe. Está escrito num cartaz no elevador. Quando ele voltou, encontrou minhas coisas na mesa “dele”. Expliquei a regra. Ele respondeu que sempre chegava às 8h justamente pra garantir aquele lugar, e que aproveitar as férias dele foi desleal. Desde então, nós dois chegamos às 7h45. Virou corrida.

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TrabalhoDilema da redação

Amigo secreto da firma: minha goiabada caseira foi um fiasco

Todo fim de ano, meu setor organiza um amigo secreto: cada um tira um nome, com valor de R$ 50. Dessa vez, quis fazer algo mais pessoal. Preparei um pote de goiabada caseira, com etiqueta desenhada à mão e a receita escrita num cartão bonito. Levei uma tarde inteira. Na hora da troca, minha colega abriu o pacote e disse “Ah... é caseiro” com um sorriso amarelo. No dia seguinte, fiquei sabendo que ela tinha contado no cafezinho que tinha gastado os R$ 50 dela numa manta bonita, e que se sentiu “meio passada pra trás”. Ninguém me falou nada na cara.

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TrabalhoDilema da redação

Meu colega quer que a gente se trate por “você”, eu prefiro “o senhor”

Tenho cinquenta e poucos anos e acabei de entrar numa startup onde todo mundo se trata por “você”, inclusive o diretor. Eu, no trabalho, uso “o senhor” e “a senhora”. É um costume, quase uma educação de conforto: me permite manter uma pequena distância, e faço isso sorrindo. Um colega de vinte e seis anos se apresentou no primeiro dia dizendo: “Aqui é todo mundo de você, hein!” Respondi que preferia o “senhor”, sem impor nada a ele. Desde então, ele me chama de você, eu chamo ele de senhor, e nossas conversas parecem uma peça de teatro. Ele acabou me dizendo que isso cria um clima estranho na equipe.

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TrabalhoDilema da redação

Câmera desligada nas reuniões online: minha nova gestora tem razão?

Trabalho de home office três dias por semana, num cantinho da cozinha. Nas videochamadas, deixo a câmera desligada quase sempre. Eu falo, participo, compartilho a tela, mas não apareço. Não gosto de me ver num quadradinho durante uma hora, e atrás de mim tem o escorredor de louça e a roupa secando no varal. Minha nova gestora pediu pra equipe toda ligar a câmera “pra criar vínculo”. Ela me cobrou duas vezes na reunião, com jeitinho, mas na frente de todo mundo. Sou eficiente, sempre fui. Não vejo por que meu rosto seria condição pra trabalhar bem.

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TrabalhoDilema da redação

Não dou bom-dia de mesa em mesa de manhã: é tão grave assim?

Na minha equipe, somos seis, na mesma sala. Toda manhã, a tradição é passar de mesa em mesa: bom-dia pra cada um, um abraço ou um beijinho, duas palavras sobre o fim de semana. Eu chego, solto um “Bom dia, gente!” bem alto, com um sorriso de verdade, e me sento. Não sou uma pessoa matinal. Preciso do meu café e de dez minutos de silêncio antes de conversar. Sou super simpático a partir das 10h, vou nos almoços, levo pão de queijo. Mesmo assim, uma colega comentou que algumas pessoas me acham “distante”. Achei isso meio coisa de escola.

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TrabalhoDilema da redação

Bilhete na geladeira do escritório pelos meus iogurtes: exagerei?

Toda segunda-feira, levo pro escritório uma bandeja com oito iogurtes de morango. Sempre a mesma marca, sempre guardados no mesmo lugar da geladeira comum. Faz um mês que somem dois ou três por semana. Irritada, colei um bilhete na porta: “Pra pessoa que come meus iogurtes: eu conto. Mas bom apetite mesmo assim.” O andar inteiro comentou. No dia seguinte, o novato da contabilidade veio pedir desculpas, vermelho que nem pimentão. Ele achava que eram de todo mundo. Pra ser justa, a prateleira onde eu guardo tem uma etiqueta “Sirvam-se”. Mas é de dois anos atrás, ninguém mais repara nela e, sinceramente, quem dá iogurte de morango pro andar inteiro?

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TrabalhoDilema da redação

Errei por não responder o grupo de WhatsApp do chefe à noite?

Meu chefe criou um grupo de WhatsApp pra equipe. No começo, era prático: um atraso, uma sala que mudou. Depois, as mensagens começaram a chegar às 21h, às 22h30, às vezes no domingo. “Alguém pode dar uma olhada no relatório antes de amanhã?” Silenciei o grupo a partir das 19h e respondo no dia seguinte, a partir das 8h30. Sempre, sem exceção. Nunca perdi um prazo. Mesmo assim, na minha avaliação anual, ele disse que eu sou “menos envolvido que os outros”, porque meus colegas respondem com um joinha, mesmo tarde da noite. Eu, à noite, cozinho, leio e vivo.

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TrabalhoDilema da redação

Dei R$ 20 na vaquinha da despedida: sou mão de vaca?

Uma colega de outro setor vai se aposentar. Eu cruzo com ela mais na máquina de café. Começou a circular uma vaquinha online, sem valor definido. Mandei R$ 20 no primeiro dia, com um recadinho simpático. Dois dias depois, a organizadora escreve no grupo do andar: “A ideia é R$ 100 por pessoa pra dar uma bicicleta elétrica pra ela.” Aí, na véspera da festa: “Obrigada a quem entrou na brincadeira. Alguns foram meio econômicos, mas tudo bem.” Todo mundo sabe quem deu quanto, porque a vaquinha mostra os valores. Respondi no privado que nada tinha sido combinado quando eu contribuí. Ela me deixou no vácuo.

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TrabalhoDilema da redação

Corrigi meu colega no meio da reunião: eu exagerei?

Passei semanas montando uma planilha de acompanhamento de pedidos pra equipe inteira. Três noites, fórmula pra todo lado, células que mudam de cor quando um cliente atrasa. Eu estava bem orgulhoso. Na reunião, meu colega compartilha a tela e apresenta “a ferramentinha dele”. E ainda acrescenta: “Tive a ideia quando vi que a gente perdia tempo.” Meu chefe adorou. Eu sorrio e levanto a mão: “Só um detalhe: quem montou fui eu, mas fico feliz que esteja sendo útil.” Tom calmo, nada de acerto de contas. Um silêncio constrangedor, e a reunião seguiu. Desde então, meu colega não me dá mais bom-dia.

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VizinhosDilema da redação

Meu vizinho põe funk alto e eu respondi com forró: quem errou?

Meu vizinho de baixo escuta funk todo sábado à tarde. Alto o bastante pra fazer os copos tremerem no meu armário. Fui falar com ele uma vez: ele abaixou um pouco e, no sábado seguinte, aumentou de novo. Então eu revidei. Desenterrei uma coletânea antiga de forró do meu avô e coloquei no último volume na minha caixa de som, virada pro chão. Sanfona contra funk, todo sábado. Minha namorada acabou passando os fins de semana na casa da irmã. Meu vizinho deixou um bilhete: “Seu forró é insuportável.” Achei uma cara de pau.

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VizinhosDilema da redação

Vasos de planta contra carro: a guerra pela vaga na frente de casa

Na frente da minha casa tem uma vaga na rua. Não é minha, eu sei. Mas desde sempre é ali que eu estaciono. Um vizinho novo começou a parar o carro dele ali, mesmo tendo garagem. Pra guardar a vaga, coloquei dois vasos grandes de planta quando saio. Ele tirou e pôs na calçada. Eu coloquei de volta. Ele tirou de novo, e ainda regou as plantas no caminho, o que eu achei uma provocação e tanto. Desde então, a gente se vigia pela janela. Minha mulher diz que parecemos duas crianças brigando no recreio.

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VizinhosDilema da redação

O galo do vizinho canta às 5h da manhã: tenho direito de reclamar?

Depois de anos na cidade grande, realizei um sonho: uma casinha no interior, no sossego. Bom, sossego até as 5h da manhã. Às 5h, o galo do vizinho canta. Depois canta de novo. Até as 7h, mais ou menos a cada cinco minutos. Comprei protetor de ouvido, depois mandei instalar janela antirruído no quarto. Não adianta nada: esse galo tem voz de cantor de ópera. Fui falar com meu vizinho pra perguntar se ele podia fechar o galinheiro à noite, ou deixar o galo preso até as 7h. Ele me olhou como se eu tivesse pedido pra ele desligar o sol.

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VizinhosDilema da redação

O vizinho toca a mesma valsa no piano toda noite: posso reclamar?

Meu vizinho do prédio da frente, do outro lado da área interna, está aprendendo piano. Ele toca todas as noites, das 19h às 20h, quase sempre de janela aberta, porque faz calor. Não tenho nada contra música. Mas faz quatro meses que ele treina a mesma valsa. Sempre a mesma. E ele sempre trava no mesmo trecho, recomeça, trava de novo. Já sei de cor. Cantarolo no trabalho. Escuto quando estou pegando no sono. Pensei em deixar um bilhete pedindo pra ele fechar a janela, ou trocar de música. Meu marido acha que seria mesquinho, já que ele toca num horário totalmente razoável.

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VizinhosDilema da redação

Peço pra entregar tudo na vizinha aposentada: estou abusando?

Trabalho o dia inteiro e compro muito pela internet. Meu prédio é pequeno, sem portaria, e minha vizinha de porta é aposentada e quase sempre está em casa. Um dia, o entregador deixou uma encomenda minha com ela, e ela guardou com todo o carinho. Achei a ideia genial. Desde então, escrevo nas instruções de entrega: “deixar com a vizinha da frente”. Ela guarda tudo, eu busco os pacotes à noite e, de vez em quando, levo uma caixa de bombom pra agradecer. Ela nunca disse não. Mas fiquei sabendo pelo zelador que ela não tem mais coragem de sair pra ir ao mercado de manhã, com medo de perder algum entregador. Eu nunca pedi pra ela ficar em casa!

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VizinhosDilema da redação

Fiz doce com as mangas do pé do vizinho: eu errei?

Meu vizinho tem uma mangueira linda. Um galho enorme passa por cima do muro e fica sobre o meu quintal, e todo fim de ano ele vem carregado de manga. Ele nunca colhe: as mangas caem e se esborracham na minha grama. Este ano, resolvi aproveitar. Colhi tudo o que estava do meu lado, fiz doze potes de doce de manga e dei de presente pros meus amigos. Meu vizinho me viu colhendo da janela. Veio falar comigo, meio seco, dizendo que eu podia ter pedido. Não entendo: só mexi no galho que fica do meu lado.

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VizinhosDilema da redação

A roupa da vizinha de cima pinga na minha sacada: eu tenho razão?

A vizinha de cima pendura a roupa num varal preso na sacada dela. Bem em cima da minha. Toda vez que ela lava roupa, a água pinga na minha mesinha, nas minhas almofadas e, duas vezes, na minha cabeça enquanto eu tomava café da manhã lá fora. Uma vez, uma meia caiu dentro da minha tigela de cereal. Devolvi pra ela, com toda a educação, num saquinho. Ela pediu desculpas rindo. Mas nada mudou. Fui sugerir que ela torcesse mais a roupa, ou que colocasse o varal do outro lado. Ela disse que não tem escolha e que é só água.

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VizinhosDilema da redação

Meu vizinho usa a furadeira todo domingo de manhã: eu surto ou não?

Meu vizinho de andar é um faz-tudo apaixonado. O problema é que ele faz tudo no domingo de manhã. Às 9h em ponto, a furadeira começa. Depois o martelo. Depois a furadeira de novo. Faz quase dois anos. Não sei o que ele está construindo, mas nesse ritmo já dava pra ter levantado outro apartamento. Domingo é meu único dia pra dormir. Primeiro, deixei um bilhete educado por baixo da porta. Depois fui falar com ele. Ele respondeu que trabalha a semana inteira e que domingo é o único dia que ele tem pra adiantar a obra. Tô com vontade de dar uma matrícula de academia pra ele, só pra ele se ocupar em outro lugar.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Minha colega de apê exige o quarto maior por antiguidade: é justo?

No apê que eu divido, tem um quarto grande com sacada e dois menores. A pessoa que ficava no grande se mudou. Eu cheguei faz um ano; minha colega, faz três. Ela acha que o quarto é dela por direito, por antiguidade. Eu propus um sorteio, ou que quem ficar com ele pague um pouco mais de aluguel. Ela achou que isso é um jeito de tirar dela o que ela conquistou. Não entendo por que dois anos a mais dariam direito automático à sacada. A gente já está se comunicando por bilhetinho na geladeira.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Greve da louça no apê que eu divido: quem tem que ceder primeiro?

A gente divide um apê em quatro. Um dia, percebi que eu lavava a louça de todo mundo. Então parei. Pra eles entenderem. Só que os outros três tiveram exatamente a mesma ideia, no mesmo momento. Resultado: a pia transbordou, a pilha chega na torneira e cada um lava só o próprio garfo, que depois esconde no quarto. Uma noite, vi um deles comendo miojo na tampa da panela. Ninguém quer ceder, porque ceder é perder. Eu sigo firme. Até comprei prato descartável.

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