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Quem Errou?

Brigas: dividir apartamento

Quem divide apartamento divide a mesma geladeira, o mesmo banheiro e, muitas vezes, as mesmas brigas. A louça que se acumula na pia. O iogurte que sumiu. A música alta tarde da noite. O namorado de alguém que praticamente mora lá sem ajudar nas contas. O ar-condicionado ligado no 18 a noite toda por um, desligado pelo outro por causa da conta de luz.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Minha colega de apê exige o quarto maior por antiguidade: é justo?

No apê que eu divido, tem um quarto grande com sacada e dois menores. A pessoa que ficava no grande se mudou. Eu cheguei faz um ano; minha colega, faz três. Ela acha que o quarto é dela por direito, por antiguidade. Eu propus um sorteio, ou que quem ficar com ele pague um pouco mais de aluguel. Ela achou que isso é um jeito de tirar dela o que ela conquistou. Não entendo por que dois anos a mais dariam direito automático à sacada. A gente já está se comunicando por bilhetinho na geladeira.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Greve da louça no apê que eu divido: quem tem que ceder primeiro?

A gente divide um apê em quatro. Um dia, percebi que eu lavava a louça de todo mundo. Então parei. Pra eles entenderem. Só que os outros três tiveram exatamente a mesma ideia, no mesmo momento. Resultado: a pia transbordou, a pilha chega na torneira e cada um lava só o próprio garfo, que depois esconde no quarto. Uma noite, vi um deles comendo miojo na tampa da panela. Ninguém quer ceder, porque ceder é perder. Eu sigo firme. Até comprei prato descartável.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Meu colega de apê transformou a sala em escritório: quem tem razão?

Meu colega de apê trabalha em home office quatro dias por semana. O quarto dele é minúsculo, então ele se instala na sala, das 9h às 18h. Monitor grande, teclado, headset e reunião por vídeo o dia inteiro. Eu trabalho em turnos alternados e costumo estar em casa à tarde. Não posso mais ver TV, nem cozinhar sem me preocupar com o barulho das panelas, nem atravessar a sala de pijama, porque os colegas dele me veem no fundo da câmera. Me sinto visita na minha própria casa. Pedi para ele trabalhar no quarto. Ele respondeu que não tem espaço para uma mesa.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Joguei fora o frango marinado do meu colega de apê: quem errou?

No nosso apê, ninguém limpa a geladeira. Então sou eu que faço isso, todo domingo à noite. Minha regra é simples: tudo que está largado sem tampa nem etiqueta vai para o lixo. Naquele domingo, encontrei uma travessa cheia de frango num molho misterioso, sem nada por cima. Joguei fora. Era o frango do meu colega de apê, que estava temperando havia dois dias na receita da avó dele para um churrasco com os amigos. Ele ficou arrasado. Diz que eu devia ter perguntado. Eu acho que travessa sem tampa nem etiqueta é travessa abandonada.

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Adotei um gatinho sem perguntar aos meus colegas de apê: errei?

Uma colega de trabalho estava procurando lar para uma ninhada de gatinhos. Vi um numa foto, pequenininho, laranja, com uma orelha dobrada. Amor à primeira vista. Levei ele para o apê na mesma noite. Pensei que meus dois colegas iam se derreter. Um se derreteu. A outra, nem tanto: ela não é muito de gato e tem medo de que ele estrague o sofá, que é dela. Desde então, o gatinho afiou as unhas no braço do sofá e dormiu no cesto de roupa suja dela. Ela me pede para achar uma solução. Eu acho que ela exagera: ele pesa oitocentos gramas.

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Faço burpee às 6h na sala do apê dividido: estou exagerando?

Finalmente encontrei uma rotina de exercício que funciona para mim: vinte minutos de treino às 6h da manhã, antes do trabalho. Polichinelo, burpee, flexão, com vídeo de personal no celular. No meu quarto não tem espaço, então eu me instalo na sala. Uso fone para não incomodar ninguém. Mas meus dois colegas de apê reclamam: dizem que o piso treme, que dá para ouvir cada pulo dentro dos quartos e que eu bufo “igual uma locomotiva”. Acho isso injusto: a sala é de todo mundo, e às 6h ninguém usa. Eu faço exercício, não festa.

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Namorado da colega de apê mora com a gente de graça: tenho razão?

Somos três dividindo o apê. Quer dizer, éramos. Há alguns meses, o namorado de uma das minhas colegas de apê dorme aqui cinco noites por semana. Ele toma banhos de vinte e cinco minutos de manhã, bem na hora em que eu preciso me arrumar. Janta com a gente, usa a máquina de lavar e até instalou o videogame dele na sala. Ele é gente boa, de verdade. Mas não ajuda nem no aluguel, nem no condomínio, nem nas contas, nem no papel higiênico. Sugeri que ele contribuísse um pouco com as despesas, ou que viesse um pouco menos. Minha colega levou a mal. Disse que eu quero controlar a vida amorosa dela.

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Dividir apartamentoDilema da redação

Meu colega de apê prova “só um pouquinho” das minhas compras: chega?

Meu colega de apê não rouba minhas compras. Ele prova. Uma colherada em cada iogurte. Um quadradinho de cada barra de chocolate. Três batatinhas do pacote, uma fatia de presunto a cada seis. Nunca o suficiente para ser escancarado, sempre o suficiente para eu perceber. Ele acha que não dá para notar. Dá. Comecei a colar etiquetas com meu nome nas minhas coisas. Ele achou isso “meio agressivo para quem divide apartamento”. Então comprei uma caixinha com cadeado para a geladeira. Desde então, ele me olha como se eu tivesse instalado um cofre na cozinha.

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Essas brigas viram mal-entendido rápido porque ninguém está de fato em casa, e todo mundo está um pouco. As regras quase nunca são ditas em voz alta. Cada um chega com seus hábitos e acha que eles são normais. Aí a irritação vai se acumulando em silêncio, até o famoso bilhete passivo-agressivo colado na geladeira.

Para votar com justiça, veja primeiro se existia uma regra combinada entre todos. Sem regra, fica difícil cobrar de alguém que não a seguiu. Leia as duas versões, sabendo que a mesma pessoa escreveu as duas. Depois, separe o motivo do jeito. Dá para ter razão sobre a louça e errar ao deixar a pilha de pratos sujos na cama de quem divide o apê com você. Se todo mundo foi deixando as coisas para depois, “Todo mundo errou” também é uma resposta.

Perguntas frequentes

Como dividir a limpeza do apartamento sem briga?

Uma escala por escrito, combinada entre todos, evita o famoso “eu faço mais que você”. Divida por tarefas em vez de por cômodos se os horários de vocês forem muito diferentes. E combinem de rever a escala de tempos em tempos, porque uma escala perfeita no começo raramente continua perfeita alguns meses depois.

O namorado ou a namorada de quem mora comigo praticamente vive aqui: o que fazer?

Fale cedo, antes que a irritação se instale. Fique nos fatos concretos: o banheiro, o barulho, as compras do mercado, as contas. Proponha uma regra clara, por exemplo um número de noites por semana ou uma ajuda nas compras.

Pode pegar coisas da geladeira de todo mundo?

Só se estiver combinado. O mais simples é separar o que é de todos, como sal, óleo ou café, do que é de cada um, com uma prateleira para cada pessoa. Se pegar emprestado, avisar e repor resolve quase tudo.

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